
Nós somos os povos das ilhas, das terras crescentes, das águas, das chapadas, dos grotões do Cerrado, nos misturamos com a natureza, somos parte do lugar. Somos reconhecidos como pescadores, vazanteiros, extrativistas, guias turísticos, agricultores familiares, vivemos do nosso ofício de manejar a natureza, tirando dela o alimento, o remédio, o sustento e a inspiração para criar.

Somos um povo que vive nas terras crescentes, nas ilhas, barrancos, vazantes, nossa vida esta associada a vida do rio, quando é cheia o rio-mar enche as lagoas criadeiras de peixes trazendo renovação, fertilizando nossas terras. No tempo da calmaria cultivamos nossos alimentos nas vazantes, retiramos do cerrado os remédios, as frutas, pescamos e transportamos nossos produtos, milho, abóbora, feijão, melancia, mandioca, maxixe, tomate.
Esse tem sido o nosso ofício de cuidar do nosso povo convivendo com a natureza, sendo vazanteiros e pescadores.
Nosso Cerrado, revela belezas sem fim, matas, capões, campos, carrascos (florestas anãs), tabuleiros cerrados, lagoas, vazantes (ilhas), praias brancas que mudam de lugar ano após ano. Sem falar das aves, os tuiuiús, os biguas e as garças que mergulham em busca dos peixes. Ainda encontramos grandes peixes como o pirarucu, o jaú, a matrinchã, o pintado e outros peixes de rara beleza como a pirara e o aruanã.
Aprendemos que nosso modo de vida tem valor, que as belezas da região encantam as pessoas e assim despertam interesse num outro tipo de turismo, o comunitário.
Número de famílias: 190